Durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), os deputados Zé Teixeira (PL), Paulo Corrêa (PSDB) e Roberto Hashioka (União Brasil) protagonizaram um debate acalorado após discussões sobre o agronegócio durante a apreciação de projetos.

A discussão teve início após fala do deputado Zeca do PT, que criticou a dependência do setor em relação a recursos públicos.

“O agro não vive sem dinheiro público e não gera emprego nenhum. Ontem, o Geraldo Alckmin liberou crédito para compra de maquinário e também R$ 25 bilhões para financiamento do agro. Estava errado, recebi a notícia de que o governo autorizou R$ 82 bilhões a mais. Vão gostar de dinheiro público lá longe, pelo amor de Deus”, afirmou.

Na sequência, o deputado Paulo Corrêa rebateu as declarações.

“Me permita discordar. Não concordo de jeito nenhum. A recuperação de débitos do agronegócio ocorre quando o presidente da República não consegue conter os juros altos no Brasil. Ainda bem que o presidente está olhando para isso. A âncora do desenvolvimento do país ainda é o agronegócio”, disse.

Zeca voltou a criticar o setor, reforçando o argumento de dependência de recursos públicos.

“O agro é absolutamente dependente de dinheiro público. Uma coisa é recuperação de crédito, outra é usar recurso do governo para comprar caminhonete e ostentar. A gente vê produtores exibindo riqueza dessa forma”, declarou.

O debate se intensificou com a manifestação do deputado Zé Teixeira, que afirmou que as críticas atingem o setor produtivo.

“Quem financia o produtor rural é o banco, com taxa de cerca de 15% ao ano. Não é dinheiro direto do governo. O único setor que sustenta o país é o produtivo”, afirmou.

O parlamentar também relatou dificuldades com os custos de produção.

“Eu parei de plantar porque não aguento mais pagar juros. Vendi minhas máquinas para o meu filho, que vai continuar na atividade”, disse.

Durante o debate, Zé Teixeira também criticou a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

“Precisamos de uma ministra que entenda a realidade do produtor rural”, afirmou.

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