Derrota Petista: Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF
O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29/4), pelo placar de 34 votos a 42 contrários. A rejeição representa uma derrota histórica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio aos esforços de Alcolumbre em impor uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente do Senado teria ligado para os senadores desde a madrugada desta quarta para convencê-los a rejeitar a indicação, o que ocorreria pela primeira vez na história.
Alcolumbre guarda mágoas com o governo Lula desde a opção do presidente da República por Messias em vez do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), braço-direito do presidente do Senado. A postura de Lula em levar a mensagem com a indicação em banho-maria antes de enviá-la à Casa Alta também teria contribuído para desgastar a relação.
Ainda durante a sabatina, interlocutores do governo Lula já projetavam que Messias teria, no máximo, uma margem de dois votos acima do mínimo de 41. Então, aconselharam o advogado-geral da União a conversar novamente com parte dos senadores para reforçar o pedido de voto ao longo do intervalo entre a arguição e o plenário.
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), chegou a deixar o Senado às pressas em meio à sabatina para ir ao Palácio do Planalto, mas o senador justificou que participaria de uma agenda com o presidente da República e com o governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), às 16h.
Pressionado pelas expectativas a respeito da indicação, colocada em xeque desde as rusgas entre Alcolumbre e Lula, o advogado-geral da União se emocionou por algumas vezes ao longo da sabatina ao lembrar de sua família. A arguição, que começou pouco antes das 10h, se estendeu por cerca de oito horas e foi encerrada apenas próximo às 18h.
Já no final da sabatina, em que foram 16 votos favoráveis e 11 contrários, Messias chegou a ser referir aos últimos cinco meses como uma “via crúcis”. “Toda essa via crucis que eu passo decorre justamente dessas questões”, disse, após ser questionado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) a respeito das suspeitas de envolvimento de ministros no caso do Banco Master.















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