A taxa de queda de 17,63% registrada na safra 2019/20 é a mais alta já medida pelo Fundecitrus desde o início da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), em 2015. O aumento da intensidade do greening e o crescimento populacional de bicho-furão e mosca-das-frutas foram os principais motivos associados às pragas e doenças. A queda total de frutos foi estimada em cerca de 83 milhões de caixas.

Enquanto a porcentagem de frutos derrubados por queda natural se manteve em relação à safra passada, o greening passou de terceira para a segunda principal causa em 2019/20. “Isso se deve à elevada incidência e severidade da doença observadas na última safra, principalmente nos pomares onde os produtores optaram por não eliminar as plantas doentes”, explica o pesquisador do Fundecitrus Renato Bassanezi.

Não eliminar os pés de laranja contaminados colabora para o aumento da severidade da doença na planta, provocando a queda de frutos e a diminuição da produção. “A manutenção de plantas com greening no pomar sem um controle frequente do psilídeo, além de intensificar a severidade da doença nessas árvores, favorece também o aparecimento de novas plantas com sintomas. Maior incidência e severidade de greening levam a maior taxa de queda e prejuízos”, ressalta Bassanezi.

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