O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado Paulo Corrêa, apresentou durante sessão desta terça-feira (28) proposta para um Zoneamento Econômico Ecológico na Serra da Bodoquena.

O projeto prevê mais de 200 km de comprimento, por 100 metros de largura, onde serão determinados a maneira correta de uso e conversação do solo, tanto por produtores quanto para atrativos turísticos, visando a proteção dos rios e qualidade das águas na Serra da Bodoquena. Segundo o presidente da Casa de Leis, a ideia é que as intervenções tenham regras baseadas em estudos, para que não ocorram danos ambientais catastróficos.


Ele explica que a Assembleia está primeiramente visando a conservação do local, por isso é importante um estudo aprofundado. “São necessários estudos ambientais para que possam definir uma coisa que está ficando insolúvel, é preciso definir até que ponto pode ir o produtor rural e até que ponto pode ir o atrativo turístico. Não só em Bonito , mas também em Bodoquena que possui águas cristalinas também. O Rio Perdido, que desaparece por mais de 1 quilometro e reaparece numa ressurgência de água totalmente cristalina, entra sujo e saio limpo”, comentou.

Agora com a proposta apresentada, um requerimento deve ser encaminhado ao governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), com cópias ao secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, e ao desembargador Alexandre Bastos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). “O desembargador Alexandre Bastos tomou para si todas as ações de meio ambiente propostas em Bonito.

A Casa de Leis enquanto amigo da corte está então pleiteando providências para realização do Zoneamento Econômico e Ecológico da Serra da Bodoquena com o objetivo de proteger a região onde está o melhor destino de turismo sustentável do mundo. A Casa de Leis cumpre então sua função de legislar em benefício da preservação do meio ambiente estadual”, ressaltou.


O guia turístico Kiko Azevedo, representante do grupo Unidos Conservamos, formados por guias, empresários do trade turístico, ambientalistas e sociedade civil, explica que a inciativa pode trazer diretrizes mais claras para o uso sustentável dos recursos naturais. “Olhar nosso ambiente de perto, considerando as particularidades características da região para a definição do uso produtivo da terra, é a base para a sustentabilidade da região da Serra da Bodoquena. Agora nos resta acompanhar de perto todo o processo e garantir a participação de toda a sociedade, sempre visando a conservação da nossa região”, afirmou.

O zoneamento ecológico-econômico (ZEE), instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente regulamentado pelo decreto nº 4.297/2002, tem sido utilizado pelo poder público com projetos realizados em diversas escalas de trabalho e em frações do território nacional, é o que afirma o Ministério do Meio Ambiente. Municípios, estados da federação e órgãos federais têm executado ZEEs e avançado na conexão entre os produtos gerados e os instrumentos de políticas públicas, com o objetivo de efetivar ações de planejamento ambiental territorial. Em linhas gerais, o ZEE tem como objetivo viabilizar o desenvolvimento sustentável a partir da compatibilização do desenvolvimento socioeconômico com a proteção ambiental.

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