Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), aponta risco de corrupção em 90%dos órgãos públicos de Mato Grosso do Sul. Entre 2015 e 2017, uma força tarefa comandada pelo TCU fiscalizou 282 instituições públicas da União, do Estado e de municípios. Foram analisados órgãos federais como entidades do Sistema S; Sesi, Sesc e Senai, prefeituras, secretarias e órgãos estaduais e municipais.

O relatório final da auditoria resultou em um documento de 155 páginas, o TCU encaminhou anexado a ele, uma série de cobranças aos gestores públicos em Mato Grosso do Sul para correção de procedimentos sobre brechas que facilitam desvio de recursos, fraudes em contratos e licitações.

O próprio TCU classifica a conclusão do relatório como "assustador", em razão do grande volume de recursos movimentados por esses entes públicos, atingindo o montante de R$10 bilhões. “Mais de 90% das organizações públicas de Mato Grosso do Sul possuem suscetibilidade alta ou muito alta à ocorrência de fraude e corrupção”, aponta o relator, ministro Augusto Nardes.

O estado de Mato Grosso do Sul foi escolhido para integrar o pente fino em virtude do grande número de casos de corrupção envolvendo agentes públicos do Estado. Entre o período de 2015 e 2017, foram identificados mais de 3 mil casos em MS. O risco de fraude e corrupção com dinheiro público aumenta à medida que aumenta também o poder de compra das organizações públicas e o poder de cada uma delas de interferir no mercado privado, com o lançamento de grandes obras e projetos, é o que aponta o TCU.

“Quando essas organizações que possuem alto poder de compra não adotam suficientemente boas práticas de prevenção, investigação, correção e monitoramento de situações de fraude e corrupção, bem como não possuem dirigentes preparados, honestos e atuantes, é esperado que esses casos ocorram de maneira recorrente”, argumenta o relator.

Os órgãos com maior risco para que casos de corrupção ocorram estão a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), Incra e INSS, além de todos os órgãos municipais e prefeituras, inclusive a de Campo Grande, e grande parte dos estaduais

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