Língua Preta: Chapa que concorre a Reitoria da UFMS é acusada de Plágio em seu programa
O plágio, cópia não autorizada e a cópia sem citação da fonte é considerado um fato muito grave no mundo acadêmico. Essa matéria sofreu uma extensa discussão em nível nacional que envolveu a nomeação e exoneração do ex-ministro da Educação. Nunca antes a inclusão de referências e fontes fidedignas foi tão aclamada no país no mundo acadêmico. E a situação chega à UFMS, especialmente na disputa à Reitoria 2020-2024.
Das 5 chapas que concorrem a disputa da Reitoria, mais uma chapa foi acusada de plágio em seu Programa de Gestão. Depois da desistência da Chapa 4, que saiu do páreo por conter cópias no Programa, agora é vez da Chapa 5, Inovação e Eficiência, encabeçada pelos candidatos a reitor professora Lídia Ribas, da Faculdade de Direito, e a vice-reitor professor Gunter Hans Filho, da Faculdade de Medicina, que foram obrigados pelas Comissões Eleitorais de Ética e Executiva a citar as fontes do seu programa.
A Comissão Executiva Central concedeu o prazo até as 22h de 15 de julho, para que a Chapa 5 adicionasse ao seu Programa de Trabalho o endereço da internet de onde foram retirados todos os parágrafos copiados, principalmente os relacionados a redação inicial de 2019 do programa FUTURE-SE, sob pena de sofrer processo no Colégio Eleitoral por propaganda enganosa.
É importante lembrar que o Programa FUTURE-SE foi muito criticado pela comunidade acadêmica quando do seu lançamento em 2019 por sugerir as Organizações Sociais (OS) na gerência das Universidades, além da gestão imobiliária e fundo de investimento.
Fato curioso que chama a atenção é que tenha ocorrido com uma professora do curso de Direito, acostumada a normas e regras sobre referências bibliográficas, e com forte vinculação e atuação ao sindicato de professores da UFMS, que repudia veementemente qualquer menção à proposta do MEC.















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