O Pantanal sul mato-grossense é conhecido pelas suas cheias anuais e consequentemente retiradas de gados para áreas mais altas e seguras, este ano vem surpreendendo os produtores e com cheias atípicas desde o mês de março.

 

A Embrapa Pantanal emitiu um laudo técnico orientando a retirada total do rebanho bovino das fazendas do baixo Pantanal, por conta das cheias deste ano consideradas por especialistas mais rigorosas. De acordo com o laudo a inundação deste ano já atingiu uma área total de cerca de 40 mil quilômetros quadrados, de acordo com a Embrapa a estimativa da área de inundação pode chegar de 71 a 91 mil quilômetros quadrados em toda a planície pantaneira.

 

A média da enchente deve ser de 170 dias, as regiões em alerta são Rio Abobral, Miranda, Rio Negro, Aquidauana, Nabileque e incluindo Jacadigo e rio Paraguai. A conclusão veio de analises realizadas por meio de uma comissão da Embrapa, composta por três especialistas. No Pantanal, algumas propriedades são afetadas pelas enchentes que sofrem influência das chuvas, outras sofrem também os efeitos das cheias influenciadas pelo nível dos rios. O pesquisador Pandovani ponderou ainda sobre o nível de alarme para os produtores, “existem comunicações alarmistas, de cheia excepcional, mas o Pantanal é assim, tem sua inundação sazonal, de ano em ano, de cheias maiores e menores, cada ano sob influencia de diferentes fontes de água, é uma região extensa e é preciso entender sua própria região para entender o contexto”, tranquilizou.

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