A CPI do serviço de tapa-buraco em Campo Grande aguarda o parecer da Procuradoria da Câmara Municipal para ser instaurada. O presidente da Casa, vereador Papy, afirmou ter certeza de que a autorização jurídica sairá ainda nesta semana. O processo está em análise dentro do prazo e do rito previstos no Regimento Interno.

Desde a primeira reunião para a criação da comissão, há cerca de 20 dias, as cobranças por resultados aumentaram, principalmente por parte da população.

“Nós estamos firmes e fortes nessa missão da CPI. Nós ainda estamos dentro do prazo regimental para o parecer da Procuradoria, que eu tenho certeza que, nesta semana, nós vamos ter a autorização jurídica da Casa para instaurar a CPI”, afirmou Papy.

Apoio unânime e impasse na composição

A investigação contou com o apoio unânime dos vereadores de Campo Grande. No primeiro semestre de 2026, os parlamentares apresentaram cerca de 9 mil indicações de tapa-buraco à Secretaria de Infraestrutura de Serviços Públicos (Sisep).

Agora, o impasse é definir os cinco integrantes da comissão entre os 12 vereadores interessados em participar. Segundo o presidente, ele mesmo conversa com as bancadas para que a composição seja a mais equilibrada possível, respeitando a proporcionalidade e o desejo de cada bancada ao indicar seus membros.

“O detalhe é que dessa vez, nós temos 12 vereadores postulantes a essas cinco vagas”, ponderou.

Expectativa para os trabalhos

Papy afirmou que a expectativa é de que os trabalhos sejam profundos, “doa a quem doer”, e tragam solução para Campo Grande. Ele citou como referência a CPI do Transporte Coletivo, que resultou em intervenção e na saída do Consórcio Guaicurus do serviço.

“Como foi a CPI do Transporte Coletivo, que resultou numa intervenção e na retirada do Consórcio Guaicurus, que ninguém aguentava mais, também vai trazer resultados”, ressaltou.

Prazo e eixos da investigação

Depois de instaurada, a CPI terá prazo inicial de 120 dias de trabalho, que podem ser prorrogados. Entre os eixos centrais do pedido de criação estão:

  • a apuração de supostas irregularidades em contratos;
  • a drástica redução dos investimentos na manutenção das vias públicas em 2026;
  • o não cumprimento de prazos de resposta a pedidos de informação já aprovados pelo Plenário.

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