Depois de estruturar as cadeias produtivas de frango e suíno, com um modelo de integração, o setor cooperativista mira agora na produção de carne bovina, onde pretende repetir o mesmo sistema. Neste caso, o objetivo não é buscar grandes volumes, mas focar em qualidade e na integração entre lavoura e pecuária.

A estratégia integra o Plano Paraná Cooperativo (PRC200), um projeto recém lançado, que visa dobrar o faturamento das cooperativas do Paraná, passando dos atuais R$ 100 bilhões para R$ 200 bilhões até 2029. São várias ações em diversas frentes que envolvem aumento da produção e da industrialização, infraestrutura, logística, planos regionais de desenvolvimento, e integração entre cooperativas e ramos cooperados. Na área de produção, a aposta na pecuária de corte se justifica. “Já somos fortes em frangos, suínos, pescados e lácteos, mas na carne bovina ainda precisamos avançar”, diz Robson Mafioletti, superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), que conduz o plano.

O recente reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação é um incentivo a mais para apostar no segmento, já que o novo status sanitário tira qualquer barreira que ainda havia para a carne brasileira no mercado mundial. 

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