Comitivas pantaneiras e as cheias no Pantanal
No Pantanal, os períodos de chuva e de seca que definem a vida e ditam as regras ao homem pantaneiro. Em época de chuvas o Pantanal se inunda, e o sertanejo é obrigado a transferir o seu gado para uma área mais alta e segura em uma tentativa de sobreviver ao ciclo natural do bioma.
Já no mês de março as cheias criam paisagens inéditas no Pantanal sul-mato-grossense, reflexo principalmente das chuvas em todo o estado, a área de retirada do gado esta antecipada e acelerada devido às boas condições das estradas e pontes. Os desafios das comitivas em transportar gados na travessia pela cheia arriscando a própria vida, passando meses fora de casa, tudo isso ajudando a movimentar a economia do rural, e assim o pantaneiro tem que correr para tirar o gado das áreas de riscos.
Em muitas fazendas cercas já estão submersas, pela estimativa da EMBRAPA se o rio Paraguai subir mais um metro e meio, pelo menos um milhão de animais devem ser retirados das áreas alagadas. O nível do Paraguai na cidade mato-grossense começa a cair, depois de atingir seu pico máximo (5,16 metros, em fevereiro). A preocupação dos pantaneiros é com o volume das chuvas, que já deixa Porto Murtinho em alerta: o rio atingiu 6,34 metros e voltou a baixar. No entanto, há previsão de chegar a 8 metros, com acúmulo das águas de Cáceres e dos afluentes Aquidauana e Miranda.














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