China trava exportações e frigoríficos pressionam preço da arroba no Brasil
Mesmo com oferta enxuta no campo, frigoríficos adotam postura mais cautelosa, testam preços menores para o boi gordo e observam o avanço das cotas de exportação para a China antes de ampliar as compras de gado O mercado físico do boi gordo entrou em uma nova fase de pressão.
Depois de semanas de sustentação nas principais praças pecuárias, o movimento mais recente indica que os frigoríficos passaram a testar recuos graduais nos preços da arroba, mesmo sem uma oferta folgada de animais terminados no campo.
A virada de humor tem dois fatores centrais: a cautela das indústrias diante do mercado externo, especialmente por causa da China, e a tentativa dos frigoríficos de recompor suas escalas sem estimular uma retenção ainda maior por parte dos pecuaristas. Na prática, o mercado vive uma queda de braço: de um lado, compradores tentando reduzir referências; do outro, produtores segurando os lotes à espera de manutenção nos preços.
China segue determinando o ritmo da arroba
Segundo análise da Safras & Mercado, a China voltou a ocupar o centro das decisões no mercado brasileiro de carne bovina. O analista Fernando Henrique Iglesias aponta que parte dos frigoríficos já sinaliza interrupção ou redução da produção voltada ao mercado chinês, em meio ao avanço das cotas de exportação.
Cotações mostram recuos pontuais Levantamento da Safras & Mercado aponta queda nas médias da arroba em diferentes estados.
- Em São Paulo, a referência passou de R$ 348,67 para R$ 346,75.
- Em Goiás, saiu de R$ 326,25 para R$ 325,36.
- Em Minas Gerais, recuou de R$ 326,18 para R$ 325,59.
- Em Mato Grosso do Sul, passou de R$ 342,27 para R$ 341,82.
- Em Mato Grosso, caiu de R$ 346,69 para R$ 345,47.















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