Trump aplicou a Lei Magnitsky contra o Ministro Alexandre de Moraes.
O governo de Donald Trump aplicou, nesta quarta-feira
(30/7), a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes. O nome do magistrado consta no sistema do Escritório de
Controle de Ativos Estrangeiros, que administra e aplica programas de sanções,
e também no site do Departamento de Tesouro. A lei é usada para punir
estrangeiros.
Moraes é alvo da legislação norte-americana que tem como objetivo punir autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos.
Na prática, as sanções da Lei Magnitsky afetam os
sancionados principalmente por meios econômicos, como o congelamento de bens e
contas bancárias em solo ou instituições norte-americanas. De acordo com o
governo dos EUA, qualquer empresa ou bem relacionados ao ministro nos EUA estão
bloqueados. Cidadãos norte-americanos também estão proibidos de fazer negócios
com o ministro.
Em 18 de julho, o secretário de Estado dos Estados Unidos,
Marco Rubio, havia anunciado a revogação de vistos de ministros do STF e de
seus parentes, com a citação nominal a Moraes.
Nesta quarta, ao publicar uma nota sobre a aplicação da lei,
o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, citou o ex-presidente.
Na justificativa das ações contra ministros do STF, e
especificamente contra Moraes, o governo norte-americano cita o processo na
Corte contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que virou réu por tentativa
de golpe de Estado após perder a eleição de 2022 para o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT). Trump chegou a dizer que a Justiça brasileira promovia uma
“caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Entenda a Lei Magnitsky
Criada em 2012 durante o governo de Barack Obama, a Lei
Magnitsky permite aos Estados Unidos punir estrangeiros envolvidos em corrupção
ou graves violações de direitos humanos. O dispositivo surgiu após a morte de
Sergei Magnitsky, advogado russo que denunciou um esquema de corrupção em seu
país e morreu em uma prisão de Moscou em 2009, aos 37 anos.
Inicialmente voltada para punir os responsáveis por sua
morte, a legislação teve seu alcance ampliado em 2016, para permitir que
qualquer pessoa ou autoridade estrangeira suspeita de corrupção ou abusos fosse
alvo de sanções.
A primeira aplicação fora do contexto russo ocorreu em 2017, durante o próprio governo Trump, quando três figuras da América Latina – Roberto José Rivas Reyes, da Nicarágua, Julio Antonio Juárez Ramírez, da Guatemala, e Ángela Rondón Rijo, da República Dominicana – foram punidas por corrupção e violações de direitos humanos.















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