Se quiser abater frigoríficos terão de pagar mais caro pela arroba
Os preços do boi gordo voltaram a registrar avanços em algumas praças pecuárias brasileiras, sustentados pela oferta reduzida de animais e pelo crescimento das exportações de carne bovina.
“Com os bons resultados das vendas externas de carne bovina, frigoríficos habilitados atuaram de forma mais ativa na procura por gado”, informa a IHS Markit. A baixa oferta de boiadas, porém, dificulta a compra de matéria prima, emplacando pressão altista na arroba, acrescenta a consultoria paulista.
Nas praças que não registraram reajustes positivos, as cotações dos animais terminados permaneceram firmes hoje, mesmo com a irregularidade do consumo doméstico de proteínas.
Nas principais praças pecuárias do País, as escalas de abate atendem, em média, uma semana, e negócios envolvendo grandes lotes são realizados pontualmente, mediante elevação das cotações oferecidas, ressalta a IHS Markit.
Segundo a consultoria, nos grandes centros urbanos brasileiros, o escoamento dos cortes bovinos para os atacados segue lento, prejudicando a operação e as margens de indústrias que atendem apenas ao mercado interno. Na comparação semanal, o equivalente de carcaça registra queda de 3%.
Giro pelas praças
No Estado de São Paulo, o valor do boi gordo segue estável, a R$ 223/@ (valor máximo, a prazo), de acordo com a IHS Markit.
Nos Estados da região Norte, os preços subiram nesta terça-feira no Pará e Tocantins. Nas duas regiões, os pecuaristas dispõem de pastagens regulares e conseguem reter o gado para especular valores mais atrativos pela arroba.
No Nordeste, houve registro de altas no Maranhão e na Bahia. O ritmo de negócios, no entanto, foi baixo. Indústrias limitam novas aquisições de boiada na tentativa de equilibrar as suas margens entre os altos patamares praticados na matéria prima e o preço de venda das carnes nos atacados, informa a consultoria.
No Mato Grosso, a arroba do boi também se valorizou nesta terça-feira. O fluxo de compras se concentra em animais que atendem aos requisitos internacionais.
Em Minas Gerais, poucos negócios foram efetivados a valores mais altos. A baixa disponibilidade de gado para abate promove forte pressão altista na arroba e as indústrias pagam preços mais elevados pelos animais para conseguir cumprir com os compromissos de abate. A instabilidade no escoamento dos cortes, porém, tem diminuído o fluxo de novas aquisições.
No Rio de Janeiro, as cotações do boi gordo também subiram nesta terça-feira.
Confira as cotações máximas do boi gordo e da vaca gorda nesta terça-feira, 21 de julho, de acordo com a FNP:
SP-Noroeste:
boi a R$ 223/@ (prazo)
vaca a R$ 207/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 206/@ (à vista)
vaca a R$ 194/@ (à vista)
MS-C. Grande:
boi a R$ 208/@ (prazo)
vaca a R$ 195/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 208/@ (prazo)
vaca a R$ 195/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 192/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 194/@ (prazo)
vaca a R$ 184/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 196/@ (prazo)
vaca a R$ 186/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 195/@ (à vista)
vaca a R$ 185/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 187/@ (à vista)
vaca a R$ 183/@ (à vista)
Por Denis Cardoso















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