Proibida a comercialização das vacinas de 5 ml contra febre aftosa pelo Ministério da Agricultura
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento enviou comunicado para todo o país com informações importantes sobre a utilização e comercialização das vacinas de 5ml utilizadas contra febre aftosa. Assinado pelo Chefe de Saúde Animal do MAPA, o Comunicado 45 determina que as vacinas bivalentes e trivalentes de 5ml não poderão mais ser comercializadas pelas revendas ou utilizadas pelos pecuaristas.
Segundo o Diretor Presidente da Iagro, Luciano Chiochetta, o comunicado destaca o memorando 74, de dezembro do ano passado, que ajustava procedimentos de transição para redução da dose. O documento autorizou a utilização da vacina com dose de 5 ml até trinta dias antes do início da primeira campanha de vacinação de 2019, que começa oficialmente em Mato Grosso do Sul no próximo dia 1º de maio. O mesmo documento orientou que qualquer vacina com essa posologia (estoque remanescente) deveria ser recolhida pelo setor privado.
As orientações do documento disponibilizado pelo MAPA foram repassadas para todas as revendas do Estado imediatamente depois de seu recebimento pelo Coordenado do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa, o médico veterinário e fiscal estadual agropecuário, Fernando Endrigo Ramos Gargia.
Em novembro do ano passado, o departamento de Fiscalização e Insumos pecuários do Ministério em parceria com o Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Saúde Animal, estabeleceu um cronograma e planejamento para que a partir deste ano fossem utilizadas somente as vacinas bivalentes com a nova dosagem de 2 ml que busca a mudança de status para ‘livre de febre aftosa sem vacinação’. Luciano Chiochetta destacou que com a redução da dose, o número de reações nos animais também deve diminuir. Ele explicou ainda que com frascos menores as vacinas serão mais fáceis de serem transportadas e reduziram os custos de refrigeração.
O estado de Mato Grosso do Sul é destaque pela excelência do serviço oficial de defesa agropecuária que tem se mantido entre os três estados com melhor percentual de cobertura vacinal do País. O governo estadual segue com afinco a agenda do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) que prevê a retirada definitiva da vacinação até 2021. O programa está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), em prol também da erradicação da doença na América do Sul.
Vacinação obrigatória – etapa de maio
Na campanha deste ano além de chamar a atenção para a obrigatoriedade da vacinação, a nova dosagem, e informar o calendário a Iagro e as agências de todo País reforçarão aos pecuaristas os cuidados sobre todo processo até a aplicação da vacina e depois disto, conforme seguem:
Compre as vacinas somente em lojas registradas.
Verifique se as vacinas estão na temperatura correta (2° C a 8° C).
Para transportá-las, use caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre.
Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.
Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para a boa vacinação.
Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 2 ml.
O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma.
Não esqueça de preencher a Declaração de Vacinação e entregá-la na Iagro junto com a Nota Fiscal de compra das vacinas.















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