Preço da arroba inicia fevereiro em alta, no MS R$ 318/@
Oferta restrita de animais terminados, exportações aquecidas e consumo doméstico em recuperação criam ambiente favorável para novos reajustes no mercado do boi gordo pelas praças pecuária do país.
O mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro com um cenário de firme valorização em diversas regiões do Brasil, reforçando a percepção de que o ciclo de alta ainda não perdeu força. Negociações acima da média vêm sendo registradas nas principais praças pecuárias, enquanto a limitação na oferta de animais prontos para abate mantém as indústrias sob pressão para garantir matéria-prima.
Analistas do setor já começam a trabalhar com a possibilidade de novos patamares de preço no curto prazo — e a arroba de R$ 340 em São Paulo deixa de ser apenas uma projeção distante para entrar efetivamente no radar do mercado.
Escalas curtas revelam falta de boiadas
Um dos principais vetores dessa valorização é o encurtamento das programações de abate. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo as escalas entre cinco e seis dias úteis na média nacional, um nível considerado apertado para o setor frigorífico.
Além disso, há registros ainda mais enxutos em algumas leituras de mercado: o volume de boiadas negociado não tem sido suficiente para alongar as programações, que giram entre quatro e cinco dias, após redução recente de dois a três dias úteis.
Arroba sobe em várias regiões e testa novos níveis
Os preços do boi gordo avançaram em São Paulo e em outras 11 regiões brasileiras, enquanto parte das praças apresentou estabilidade — um comportamento típico de mercados em trajetória de valorização gradual.
No estado paulista, o animal chegou a R$ 335/@ após alta diária de R$ 5, e já há indicativos de avanço para R$ 340/@ no curto prazo. Segundo dados de consultorias:
Boi comum (sem padrão exportação): R$ 327/@ em São Paulo “Boi China”: cerca de R$ 332/@ (preços brutos, a prazo).
A Scot Consultoria destaca ainda que o valor atual é o maior desde abril de 2025, embora negócios a R$ 335/@ ainda sejam considerados pontuais e não configurem referência consolidada.
Confira os preços em algumas praças
- São Paulo: R$ 335,00
- Goiás: R$ 316,79
- Minas Gerais: R$ 319,12
- Mato Grosso do Sul: R$ 318,07
- Mato Grosso: R$ 311,08
O movimento reforça que a alta não é localizada, mas sim resultado de fundamentos amplos do mercado.















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