Preço da arroba do boi gordo tem leve queda nas principais praças
Com negociações travadas, pressão da indústria e escalas alongadas derrubam preços em diversas regiões, enquanto demanda firme no atacado e exportações aquecidas evitam quedas mais intensas no mercado do boi gordo.
O mercado do boi gordo encerrou os últimos dias com um cenário de baixa liquidez, negociações lentas e pressão crescente sobre os preços, refletindo um momento típico de transição no ciclo pecuário. Mesmo após semanas de relativa firmeza, o setor passou a registrar recuos em diversas praças, ao mesmo tempo em que surgem dúvidas sobre o comportamento das cotações no curto prazo — especialmente com a aproximação de maio.
De acordo com levantamentos recentes de consultorias e centros de pesquisa, o ambiente atual é marcado por um equilíbrio delicado entre oferta ainda restrita e tentativa da indústria de reduzir custos, criando um mercado travado e com pouca fluidez.
Negociações lentas e pressão da indústria dominam o mercado
O ritmo das negociações segue reduzido em praticamente todo o país. Frigoríficos vêm adotando uma postura mais cautelosa nas compras, pressionando valores e aproveitando o alongamento das escalas de abate, que em algumas regiões já alcançam até 14 dias.
Esse cenário diminui a urgência por novas aquisições e fortalece o poder de barganha da indústria. Por outro lado, pecuaristas resistem em aceitar preços menores, limitando o volume de negócios e contribuindo para a baixa liquidez observada no mercado físico.
Além disso, o período pós-feriado também influenciou negativamente o ritmo das negociações, com parte das indústrias afastadas das compras e o consumo doméstico apresentando desempenho apenas regular na segunda quinzena do mês.
Quedas pontuais já aparecem em várias regiões
Os ajustes de preços já são realidade em diversas praças pecuárias. Levantamentos indicam recuos em 10 das 17 regiões monitoradas, incluindo estados importantes como São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
No Mato Grosso, por exemplo, a arroba chegou a recuar cerca de R$ 5, com negócios registrados entre R$ 350 e R$ 355.
Já em São Paulo, principal referência do país, os preços apresentaram maior estabilidade, girando entre R$ 360 e R$ 365/@, com o boi padrão exportação (“boi-China”) atingindo patamares próximos de R$ 368/@.
Entre as fêmeas, o movimento também é de ajuste, com quedas recentes nos preços da vaca gorda e da novilha terminada, refletindo o mesmo ambiente de pressão.















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