Reportagem do jornal Folha de São Paulo, noticiou hoje um fato tanto inusitado, sobre o Juiz Odilon de Oliveira, enquanto o mesmo ainda era juiz, segundo as informações do ex-funcionário da justiça Federal, Jedeão de Oliveira, que foi braço direito do magistrado por mais de 21 anos, fez graves acusações à seu antigo chefe, dizendo que o juiz concedia autorizações genéricas para a Polícia Federal fazer interceptações telefônicas, inflava dados de apreensões divulgados à imprensa e abria inquéritos com base em cartas anônimas recebidas pelos Correios.

 

Segundo o Juiz e Candidato ao governo, “não há dúvida de que as declarações do ex-servidor da Justiça Federal Jedeão, publicadas na edição desta quarta-feira, 29, no jornal Folha de São Paulo, tem motivação política, ainda mais porque minha candidatura representa uma ameaça para quem deseja se manter no poder. O título já deixa claro isso ao se referir ao magistrado como (juiz candidato......)”, disse Odilon.

 

Sobre o ex-funcionário da justiça federal

 

Dois anos após ser denunciado por peculato, na véspera de sair a sentença pelo desvio nas 3ª Vara e das eleições deste ano, o bacharel em direito Jedeão de Oliveira, 49 anos, decidiu denunciar o ex-chefe e candidato a governador do Estado, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT). Ele acusa o magistrado de autorizar interceptações telefônicas genéricas, dando margem para escutas clandestinas, e de inflar dados sobre apreensões bens.

 

Oliveira é primo de quinto grau e foi chefe de gabinete de Odilon por 21 anos. Conforme relatório publicado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a juíza substituta Monique Marchioli descobriu um desvio e alertou o magistrado, que acionou a Polícia Federal e a corregedoria.

 

As investigações levaram à demissão de Jedeão de Oliveira, que acabou indiciado por peculato. O Ministério Público Federal o denunciou pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e contra a fé pública em 7 de julho de 2016. Desde o dia 10 deste mês, o caso está concluso para sentença do juiz federal Dalton Kita Conrado, da 5ª Vara Federal de Campo Grande.

 

A Advocacia Geral da União ingressou com quatro ações contra o ex-assessor cobrando a devolução de R$ 137,6 mil. A Justiça Federal determinou o bloqueio dos bens do ex-assessor. O MPF ingressou com ação em que cobra R$ 10,6 milhões e tramita em segredo na 4ª Vara Federal, do juiz Pedro Pereira dos Santos.

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