Mesmo com boas exportações preço da arroba do boi gordo tem leve queda
Mercado do boi gordo encontra resistência para firmar preços, apesar do bom desempenho das exportações; indústrias trabalham com escalas confortáveis para o final desse mês, o que garante conforto nas negociações.
O mercado físico do boi gordo chega ao fim de setembro de 2025 em um cenário de pressão baixista. Embora as exportações brasileiras de carne bovina sigam em patamares elevados e garantam um suporte importante aos preços, a valorização do real, os juros atrativos e as escalas de abate confortáveis dos frigoríficos têm impedido uma reação mais consistente no valor da arroba.
Consultorias apontam que os frigoríficos, em grande parte do país, operam com escalas que avançam para a virada do mês, o que garante maior tranquilidade na compra de animais.
O zootecnista Fabiano Fabbri, da Scot Consultoria, explica que o estímulo econômico no primeiro semestre incentivou produtores a intensificarem a terminação em confinamento, ampliando a oferta disponível. Além disso, contratos a termo e parcerias também ajudaram a manter as indústrias abastecidas.
Esse conforto na oferta se reflete diretamente nas cotações. Em São Paulo, o boi comum recuou para R$ 305/@, enquanto o chamado “boi-China” passou de R$ 320/@ para R$ 310/@ em setembro. Outros estados também registraram estabilidade ou leve queda: Goiás encerrou a semana em R$ 287,14, Minas Gerais ficou estável em R$ 287,65, Mato Grosso do Sul em R$ 320,48 e Mato Grosso em R$ 297,91.















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