Aconteceu nesta segunda-feira(27) em São Paulo, o Encontro de Secretário de Meio Ambiente dos Estados da Mata Atlântica. O evento é promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica e reuniu representantes dos 17 estados com presença de Mata Atlântica em seus territórios. O secretário adjunto da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Ricardo Senna, representou Mato Grosso do Sul.


Na ocasião foi apresentado um estudo feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, que apontou o estado de Mato Grosso do Sul como uma das três unidades federativas brasileiras que reduziram significativamente a supressão de vegetação nativa da Mata Atlântica nos últimos anos, devendo atingir o patamar de desmatamento zero num futuro próximo.


Os estados de Goiás e Rio Grande do Sul também estão na lista. No total fazem parte, 17 estados que têm parte de seus territórios cobertos pela Mata Atlântica, MS está em 10º lugar no ranking dos que menos desmataram o bioma, com 140 hectares autorizados entre 2017 e 2018. Já o estado de Minas Gerais foi o que mais desmatou, foram 3.379 hectares e Ceará figura com a menor área, apenas 7 hectares.


Cerca de 18% do território sul-mato-grossense é ocupado pela Mata Atlântica, apenas 712 mil hectares desse bioma ainda restam, ou seja, 11,2% do total. A maior parte está localizada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. O secretário- adjunto da Semagro, Ricardo Senna fez questão de ressaltar as ações da Semagro em prol do bioma. “Mato Grosso do Sul tem 43 municípios sob influência do bioma e tem feito a lição de casa: estamos muito próximos de atingir o status de desmatamento ilegal zero de Mata Atlântica”, afirmou.


Em 2018, segundo o INPE, foram devastados 11.400 mil hectares de Mata Atlântica nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento tinha sido de 12.562 hectares, portanto queda de 9,3% no período.

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