O médico psiquiatra Adriano Bernardi do Prado postou em sua rede social um desabafo e anunciou nesta sexta-feira (20), a suspensão dos atendimentos de pacientes do FUNSERV (Fundo de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais de Campo Grande), órgão vinculado ao Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande. O motivo segundo o médico é o atraso no repasse do pagamento das consultas. “Infelizmente, devido ao atraso de mais de 40 dias no pagamento das consultas, os atendimentos no consultório estão suspensos até a regularização dos débitos. No momento não pretendo me descredenciar do plano, pois tenho o maior carinho pelos meus pacientes, muitos dos quais acompanho há anos” , publicou em sua página no facebook.


Indignado com a situação o médico saiu em defesa dos servidores municipais e pediu mais respeito por parte da gestão municipal. “Acredito que vocês pagam caro por um plano de saúde, descontado em folha, para ter assistência digna e não uma gambiarra sustentada aos trancos e barrancos! Não é caridade da prefeitura! Vocês não são cidadãos de segunda categoria para serem deixados de lado mesmotendo cumprido a sua parte! É um serviço de plano de saúde PAGO por vocês, cujo dinheiro está sendo desviado de função!”, desabafou.


Em sua postagem Adriano fez questão de amenizar os possíveis danos aos pacientes e garantiu que fez a denúncia no Ministério Público. “ Como meus pacientes não tem culpa das ingerências da prefeitura, não serão penalizados pelos erros dela. A briga não é contra vocês, e sim ao lado de vocês contra o descaso com os seus e os meus direitos! Fornecerei as receitas, laudos e outras declarações para quem teria consulta nesse período, para minimizar os danos. Vocês não serão prejudicados mais do que já são. Mas infelizmente, tempórariamente as atividades de consultório estão suspensas. Já fiz denúncia no Ministério Público e sugiro que todos façam reclamações e denuncias em todas as instâncias possíveis. Usar o dinheiro descontado em folha para outros gastos é desvio de finalidade e não pode ser tolerado”, pontuou.


Nossa equipe tentou contato via telefone com o médico psiquiatra Adriano Bernardi, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos um retorno, o IMPG também não atendeu nossas ligações.

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