A paralisação dos caminhoneiros durou dez dias no país e, como reflexo, o setor alimentício teve impactos, o setor petroleiro, com a falta de combustível nos postos de várias cidades do Brasil, escassez do gás de cozinha, etc.

 

Em Campo Grande, o Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) teve falta de alimentos por pelo menos duas semanas. O preço da batata chegou a ter inflação de 332% no preço. Os motoristas de Campo Grande tiveram dificuldade para encontrar gasolina e etanol nas bombas da cidade e postos tiveram estoques zerados, pois caminhões das distribuidoras não chegavam para reabastecer os estabelecimentos

 

Nova paralisação

O presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil Liberdade e Trabalho, entidade que representa caminhoneiros autônomos, José Roberto, explicou, em nota, que o Governo Federal não está cumprindo com o acordo.

 

“O governo fez algumas promessas para a classe, que há tempos reivindicava a redução do preço do diesel, mas como sempre, de novo, o governo não cumpriu o prometido. Até o momento, após 15 dias após a paralisação, ninguém está vendendo ao caminhoneiro o diesel com o preço reduzido em R$ 0,46, conforme havia sido prometido. E por isso, a categoria dos caminhoneiros autônomos vai realizar uma nova paralisação”, disse. Confira a nota completa aqui.

 

Redução do ICMS

A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que reduz o ICMS do óleo diesel em Mato Grosso do Sul de 17% para 12% em sessão no último dia 5 de junho.

 

O presidente da Casa, deputado Junior Mochi (MDB), afirmou que vai levar pessoalmente o projeto aprovado, ainda na tarde de hoje, na governadoria para publicação no Diário Oficial de manhã, quarta-feira (6).

 

O deputado João Grandão (PT), presidente da Comissão de Orçamento, pediu que em 15 o governo apresente à Assembleia a tabela de impacto orçamentário, para atender previsão da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), já que o governador afirmou que a redução resultará em queda de arrecadação.

 

“A intenção é que a diminuição da arrecadação com o ICMS, de cerca de R$ 20 milhões, seja compensada com o aumento do consumo do combustível e a movimentação da economia de todo o MS. A gente espera que com a circulação de mercadorias a receita aumente”, frisou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), no começo da manhã, logo após levar o projeto aos deputados.

 

Variação no preço do diesel na Capital

Uma nova pesquisa do Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) aponta a variação de quase 40% no preço do óleo diesel S-10 praticado em postos de Campo Grande. O óleo diesel é encontrado por valores entre R$3,389 e R$4,638 nos postos de combustível, uma diferença de R$1,249 por litro.

 

Ao todo, foram pesquisados 91 postos entre os dias 12 e 16 de junho. O diesel comum é comercializado por valores entre R$ 3,344 e R$ 3,799, com oscilação estimada em 13,61%. Na primeira pesquisa do Procon, no início de junho, o diesel comum custava até R$ 4,199, quando alguns postos cobravam preços abusivos.

 

De acordo com a pesquisa, o preço médio da gasolina na Capital é de R$ 4,228. O menor preço encontrado foi de R$ 4,099 e o maior foi de R$ 4,499. Já o etanol tem preço médio de R$ 3,225 em postos de Campo Grande e pode ser encontrado por valores entre R$ 2,999 e R$3,417.

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