Governo investe em estradas que beneficiam produtores e fomenta turismo no Pantanal
O governo de Mato Grosso do Sul está promovendo um novo ciclo da pecuária na região do Pantanal, no local os investimentos na Rota Pantaneira ultrapassam R$ 40 milhões para implantação e cascalhamento de estradas de integração, que tem ajudado os produtores a engordar o gado e comercializá-los direto aos frigoríficos. Isso tem contribuído para a melhoria da logística para escoamento da produção. “Vamos embarcar boi gordo no caminhão, que só saia da fazenda de comitiva, com perda de peso e rentabilidade. Essa obra do governo é fantástica. Se ligar com o outro lado do Corixão, em direção a Rio Verde, então estamos no céu”, afirma com entusiasmo o pecuarista Américo Resende Oliveira, da Fazenda São Miguel, Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá.
Um dos principais trechos do tronco rodoviário na região é o da ligação da MS-228, a partir da Curva do Leque (entroncamento com a MS-184), com o centro criatório da Nhecolândia. A estrada, desse ponto, interliga Corumbá com Rio Negro (232 km) e a Rio Verde (56 km do trevo da MS-427 com a MS-228). Além do trecho de 40 km da MS-228 em execução, da Curva do Leque a Fazenda Alegria, o Governo do Estado concluiu a implantação de 18,8 km da mesma rodovia, entre a Vazante do Castelo e a fazenda Imaculada (entroncamento com a MS-427), entre Aquidauana e Corumbá. Também foram implantados com aterro e cascalho 34 km da MS-423, da Serra da Alegria (Rio Verde) a fazenda Morrinho (Corumbá). Outra frente de obra executa o mesmo serviço em 65 km das MS-228 e MS-423, entre as fazendas Picapau e Conceição, em Corumbá.
As obras da Rota do Pantanal também visam a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, até a ponte de concreto sobre o rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a ponte à Serra da Alegria. Completando o eixo rodoviário, existem estradas projetadas para integrar os pantanais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (Poconé). As obras tem previsão de conclusão para dezembro, o Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), investe R$ 8,5 milhões na obra de implantação e cascalhamento dos 40 km da MS-228 (Leque-Alegria), dos quais 50% foram concluídos.
"A logística é fundamental para o Pantanal e pela primeira vez um governo olha para a região e investe na implantação dessas estradas, que serão a nossa redenção. Hoje o pantaneiro já engorda o gado, que terá valor agregado, investindo também em novas tecnologias, como a pastagem cultivada”, afirma Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, município com o segundo maior rebanho bovino (2 milhões de cabeças) do país.
Os pecuaristas tem se animado cada vez mais com o movimento de operários e máquinas na região. “O Reinaldo (Azambuja) acreditou no potencial da nossa pecuária e no pantaneiro e será sempre lembrado por esse feito. O acesso o ano todo, com cheia ou seca, era o sonho do pantaneiro. Além disso, o Estado mantém conservadas as estradas MS-228 e MS-184, fato que nunca ocorreu, beneficiando também o turismo”, declarou o pecuarista e leiloeiro Carlos Guaritá, dono de um leilão que comercializa quatro mil animais/mês na região.
A implantação do corredor viário favorece o pantaneiro em vários aspectos, segundo o pecuarista Ricardo Penna Chaves, da centenária Fazenda São José da Formosa: reduz o custo de transporte, permite a saída do boi pronto para o abate, agregando valor à produção, e estimula a comercialização local, no Leilão Novo Horizonte. “A logística é tudo, nos livra do atravessador e melhora o padrão do gado, que passa a ser transportado por caminhões”, diz.















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