Em junho, o volume de carne bovina in natura exportado pelo Brasil foi de apenas 54.390 toneladas embarcadas toneladas, o mais baixo desde janeiro/11, de acordo com dados da Secex. O preço recebido em Reais pela tonelada da carne brasileira, no entanto, superou os R$ 19.000 no mês passado, um recorde, o que, por sua vez, amenizou a queda na receita total de junho.

 

De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa quantidade de carne embarcada no mês passado pode estar atrelada à greve dos caminhoneiros no final de maio, que impediu que cargas saíssem dos frigoríficos e entrassem nos portos. Além disso, o preço da tonelada da carne brasileira em patamar recorde também pode ter limitado as compras por parte de alguns países, já que reduz a competitividade da proteína nacional.

 

Em relação ao frete, a consultoria INTL FCStone ainda destaca que pendências sobre a tabela também favoreceram uma menor oferta para a nutrição pecuária, que já sofre impactos da elevação dos preços do milho, estes em um patamar 20,5% acima da média dos últimos anos devido ao contexto de quebra da safrinha no Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.

 

“O setor exportador brasileiro ainda aguarda uma retomada das compras de carne bovina in natura por parte da Rússia, que já foi a principal importadora da produção nacional, que se encontra com a aquisição de carne embargada desde o final de 2017”, informa a consultoria em nota.

 

Quanto ao mercado interno, valores bastante dispersos têm sido relatados no mercado de animais para abate neste início de julho, refletindo a efetivação de negócios diferenciados. Entre 27 de junho e 4 de julho, o Indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo subiu 0,17%, a R$ 139,50 nessa quarta-feira, 4.

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