As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram volume recorde no primeiro semestre de 2026, mesmo diante dos impactos provocados pelos conflitos no Oriente Médio, região que respondeu por quase 25% dos embarques da proteína brasileira em 2025.

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho histórico demonstra a capacidade do setor avícola nacional de ampliar e diversificar seus mercados compradores, reduzindo os efeitos das dificuldades enfrentadas em importantes destinos da proteína.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, entre produtos in natura e processados, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa crescimento de 12,9% em relação às 2,6 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025 e é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secex, em 1997.

De acordo com o Cepea, embora as exportações para os Emirados Árabes Unidos tenham recuado 8,3% na comparação anual, o avanço das vendas para outros mercados compensou essa redução. Os embarques para o Japão cresceram 21,2%, enquanto as exportações para a África do Sul aumentaram 38,3%.

Os pesquisadores destacam que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio comprometeram o tráfego no Estreito de Ormuz, dificultando o recebimento da carne de frango na região. Ainda assim, a ampliação das vendas para outros parceiros comerciais garantiu a manutenção do ritmo de crescimento das exportações brasileiras ao longo de 2026.

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