Economia brasileira nos mercados internacionais sinalizam abertura negativa, um dia após reeleição de Lula
Cotações de ativos brasileiros nos mercados internacionais sinalizam abertura negativa com forte viés para a Bolsa e alta acentuada para o dólar, nessa primeira sessão após vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato nas eleições gerais deste ano.
A expectativa de analistas é a de que os mercados devolvam toda a alta que o Ibovespa e o real tiveram após o primeiro turno, quando o candidato da oposição, senador Flávio Bolsonaro (PL), chegou a abrir vantagem sobre Lula.
O que aconteceu
EWZ, fundo de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, caía 26,74% na pré-abertura nesta manhã em Nova York. O fundo era negociado a US$ 31,20 às 7h de Brasília, ante US$ 42,59 no fechamento de sexta-feira.
No câmbio, o real caía 10,32% no mercado futuro da CME, em Chicago. Com isso, o dólar atingiu o valor equivalente a R$ 5,56 no contrato com vencimento em novembro, na cotação das 7h.
Dólar futuro chegou ao equivalente a R$ 5,58. Na Bolsa de Chicago (CME), o contrato de real com vencimento em novembro de 2026 era negociado a US$ 0,1788 por real, queda de 10,44% para a moeda brasileira. Convertido para reais por dólar, o valor equivale a R$ 5,5846. Ante o fechamento da sexta-feira, quando o dólar foi cotado no comercial para a venda, isso representa uma variação de 11,9%.
Cotação não representa o dólar comercial brasileiro. Os números são do mercado futuro negociado em Chicago, onde investidores podem se posicionar antes da abertura dos negócios no Brasil. A consulta foi realizada às 6h50 de Brasília, com preços divulgados pela CME com atraso de pelo menos dez minutos.
Reeleição do Presidente Lula contrariou expectativas predominantes no mercado. O resultado da eleição representa uma mudança importante na percepção de risco do mercado brasileiro, segundo Leonardo Mendes, economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos. Ele aponta dois motivos para isso: as pesquisas consideradas apontavam Flávio Bolsonaro à frente; a decisão extraordinária do STF de prorrogar a votação até as 19h levanta questionamentos sobre previsibilidade das regras, segurança jurídica e possíveis contestações.














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