Além dos direitos policiais civis querem diálogo com governo
Cerca de 400 policiais civis de Mato Grosso do Sul se mobilizaram enfrente a Delegacia de Pronto Atendimento do Centro para chamar atenção do governo em relação a valorização da categoria. O grupo chegou a ir até a residência do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para entregar um bolo simbólico em comemoração há um ano de promessas não cumpridas feitas a categoria.
No período vespertino a mobilização continua enfrente a Depac Centro e conta com cerca de 100 policias, os atendimentos em delegacias estão suspensos até a manhã deste sábado (01) às 8h da manhã, quando acaba o protesto. Somente casos de prisão e delitos em flagrante são atendidos nas delegacias.
Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de MS(Sinpol-MS), Giancarlo Miranda, em assembleia foi deliberado um indicativo de greve, ele explica que caso o governo não realize uma reunião com a categoria, uma greve geral poderá ocorrer. “É um absurdo um governo antidemocrático, é preciso escutar as demandas da categoria, estamos aqui pela busca do nosso reajuste salarial, a incorporação do abono de R$ 200 ao salário e as promoções, o que é justo. Temos esperança de uma conversa com o governador, de qualquer forma estamos mobilizados, se necessário faremos outro ato e até uma greve geral. É preciso demonstrar nossa insatisfação”, comentou.
Além dos policiais civis, os policiais militares, agentes penitenciários, bombeiros militares da Associação dos Praças da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Mato Grosso do Sul (Aspra/MS) e associações que formam a União das Associações de Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul também aderiram as 24 horas de mobilização contra as decisões do governo estadual. Uma caminhada foi realizada até a sede da Governadoria.
Em meio aos protestos, o Governo de Mato Grosso do Sul diz que “as entidades classistas exigem reajuste salarial, mesmo diante da crise econômica que atinge o país. O Executivo afirma que prorrogou o abono, de R$ 200 em média, mas alega que já ultrapassou o limite prudencial de gastos com pessoal estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e garante que continua aberto ao diálogo com todas as categorias”.















0 Comentários