Com mais de 1500 km de fronteira, o Mato Grosso do Sul, é considerado o corredor para entrada de drogas, cigarros, armas, contrabando ilícito em geral, o estado se tornou destaque importante no cenário brasileiro, inclusive nestes casos a maioria das vezes nem erram o nome do Estado, e são enfáticos em dizer “Mato Grosso do Sul, é porta de entrada de drogas, armas e cigarros vindas do Paraguai”.

 

Na luta o governo do Estado briga sozinho contra estes crimes, desde 2015, tem cobrado reiteradamente medidas para reforçar o monitoramento das fronteiras, porém sem muito sucesso, e a fiscalização acaba sendo feita somente pelas policias estaduais, que resultaram em grandes apreensões, em seis anos, de 2012 a 2017, as apreensões de drogas pelas forças do Estado saltaram de 87 toneladas para 427 toneladas por ano. Isso significa a apreensão de mais de uma tonelada por dia. De janeiro a junho deste ano foram aprendidos mais de 150 toneladas de drogas vindas das fronteiras.

  

Com o aumento das apreensões, cresce também o número de presos, a população carcerária do Estado hoje é de quase 17 mil presos que cumprem pena em um sistema penitenciário com capacidade para 7.327 condenados.

 

O governador Reinaldo Azambuja defende, desde o início de sua gestão, uma atuação efetiva por parte da União nas fronteiras para impedir o tráfico de drogas e armas que alimentam a violência nos grandes centros urbanos.

 

 “O Brasil fica enxugando gelo. Não adianta ficar apenas ali no Rio de Janeiro, sendo que a porta de entrada das drogas são as fronteiras com Bolívia e Paraguai. Nós não precisamos de mais reunião e seminários para discutir fronteira. O que precisa é ação, que o Governo Federal realmente

 

Cerca de 40% dos presos custeados pelo Estado cumprem pena por crimes federais. Uma massa carcerária que custa a Mato Grosso do Sul R$ 10,6 milhões ao mês ou R$ 127,3 milhões ao ano.

 

 

 

Investimento contra o Crime

 

Este ano o governo do estado, nomeou 72 novos delegados, 30 deles em regiões de fronteira, também está em andamento concurso público, para Policia Militar (480 vagas), Bombeiros (200 vagas).

 

Reinvindicações

 

Um convênio entre Governo do Estado e Governo Federal, esta parceria deve ser rediscutido, para que os órgãos federais deem apoio nas investigações e laudos periciais, nos crimes contra o tráfico de drogas. Segundo o Secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira, “Neste caso, a corporação apura os casos e recebe contrapartida ínfima”, explicou Videira. Essa parceria foi firmada no governo anterior e previa que, entre outras medidas, os órgãos federais prestassem apoio nas investigações e laudos periciais.

 

 

A Coordenadoria-geral de Perícias é órgão responsável pela realização dos exames periciais nas drogas apreendidas e nos veículos usados para o tráfico. Também está na responsabilidade do Estado a destruição dos entorpecentes apreendidos e a alienação dos bens apreendidos do tráfico.

 

 

“Temos solicitado reiteradamente o apoio para liberação dos recursos para construção da sede do Departamento de Operação de Fronteira (DOF), em Dourados, do Laboratório de Análises Forenses para realização de exames, em Campo Grande, e principalmente uma maior presença das forças federais em nossas fronteiras”, afirmou o dirigente da Sejusp.

 

 

0 Comentários

Deixar um comentário

Não se preocupe! Seu email não sera publicado. Campos obrigatórios estão marcados com (*).