Com mais de 20 mil empregos indiretos, setor siderúrgico cobra mudanças na legislação estadual
Esta semana o setor siderúrgico do Estado, se reuniu com os deputados estaduais para solicitar mudanças na legislação a respeito de material lenhoso.
Durante a reunião o diretor da Vetorial, Gustavo Corrêa, fez menção ao número de material lenhoso que não pode ser usado pelas 2 siderúrgica ativas no estado, devido a legislação vigente, “temos mais de 11milhoes de metro cúbicos de material lenhoso nativo que hoje até atrapalham os produtores, precisamos consumir isso, pois não haverá dano algum ao meio ambiente, somente uma questão burocrática mesmo, com esse volume, temos carvão para mais de 3 anos de consumo, o que gera emprego e renda para os que dependem disso”, disse Diretor.
O setor apresentou um projeto aos deputados que altera a Lei 4.163/2012 e autoriza a continuação do consumo de material lenhoso de origem nativa, de supressão ou aproveitamento de corte devidamente autorizado, desde que os grandes consumidores, como as siderurgias, cumpram os planos de autossustentabilidade, plantando suas próprias florestas e pagando pela reposição florestal correspondente. A autorização seria feita por parte de órgão ambiental do Executivo.
Os Deputados estaduais João Grandão, e Amarildo Cruz, questionaram sobre a garantia de preservação, e mais efetividade na fiscalização do governo, para que não haja maiores danos ao meio anbiente. “Queremos evitar divergências de entendimentos entre interesses, pois prezamos pelo equilíbrio. Também é preciso avaliar a legislação federal, que não tenha nada concorrente”, disse João Grandão.
Para o representante do setor carvoeiro do Estado, presidente do Sindicarv, Sergio Polini, “ a preservação ambiental é um dos maiores questionamento deste projeto, queremos usar o que já foi feito, e continuaremos a preservação com a compensação e reparando os danos ambientais, vamos fazer tudo dentro da legislação vigente, por isso queremos esta mudança”, disse o presidente.

Sergio Polini, Presidente do Sindicarv.
Dados de Econômicos
Hoje os números mostram que 95% do corte de material lenhoso vai para produção de carvão e o restante para lenha e móveis. São mais de 3.800 empregos diretos e mais de 20 mil indiretos criados pela indústria, com receita de mais de R$ 13 milhões por mês. Todos anos sobra material no campo. O estado consome menos do que produz e se a legislação permanecer como está o Governo terá que multar o que sobra e o produtor terá que jogar fora.














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