As fortes chuvas e a previsão de enchetes este ano no Pantanal está preocupando produtores rurais que foram obrigados a retirar o gado da planicie pantaneira. Esta semana o Sindicato Rural de Corumbá emitiu alerta aos produtores rurais que iniciem imediatamente a retirada do gado das áreas alagáveis para campos mais altos, em função das últimas previões do tempo. Essa previsão é baseada nos níveis atuais do Rio Paraguai e a continuidade das fortes chuvas na região.

 

"O Pantanal está cheio, não é ainda uma enchente de grandes proporções, mas vai continuar enchendo porque as águas de Cáceres (alto Pantanal, em Mato Grosso) ainda não chegaram", informou o presidente da entidade ruralista, Luciano Aguilar Leite. Ele se reuniu esta semana com pesquisadores da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá, para avaliar a situação.

 

Os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, mais ao Norte, estão debaixo de água, segundo os pantaneiros. Bruno Viégas de Barros, da fazenda Boi Branco, relatou que a região está sendo muito afetada pelos repiques do rio Taquari, e a chuva de 120 milímetros na semana passada, em Coxim, deve ampliar a área de inundação, com reflexos também no nível do rio Paraguai.

 

Na previsão da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Ministério das Minas Energia, o Rio Paraguai atingirá o nível de alerta de uma cheia pequena na régua de Ladário, ou seja, 4,0 metros, na primeira semana de março. Para a Embrapa Pantanal, é considerada uma cheia normal a cota de até 5,5 metros, e uma grande enchente, acima deste nível.

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