Oferta limitada de animais e escalas curtas de abate sustentam o mercado pecuário, enquanto guerra no Oriente Médio e cautela da indústria geram volatilidade nas cotações do boi gordo.

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com movimentações contraditórias, refletindo ao mesmo tempo pressão pontual nos preços e negociações acima das referências em algumas regiões. O cenário combina fatores domésticos — como oferta restrita de animais prontos para abate — com elementos externos, como tensões geopolíticas no Oriente Médio e impactos na logística global de comércio. 

Mesmo diante da cautela de frigoríficos e compradores, analistas indicam que o quadro estrutural do mercado continua sendo de escassez de boiadas terminadas, o que tem obrigado a indústria a elevar propostas em determinadas negociações para garantir o abastecimento de suas plantas.

Oferta curta sustenta negócios do boi gordo acima da referência De acordo com análises de mercado, a disponibilidade limitada de animais para abate no primeiro trimestre segue sendo o principal fator de sustentação das cotações.

Segundo especialistas do setor pecuário, a indústria precisou aceitar valores superiores às referências médias para fechar negócios, justamente porque a oferta de boiadas prontas permanece restrita em diversas regiões produtoras do país. 

Cotações do boi gordo nas principais praças

Entre as referências observadas no mercado estão:

  • São Paulo: R$ 349,83/@
  • Goiás: R$ 330,18/@
  • Minas Gerais: R$ 344,41/@
  • Mato Grosso do Sul: R$ 339,89/@
  • Mato Grosso: R$ 338,04/@  

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