Aconteceu na manhã desta quarta-feira (21), em Campo Grande, a 8ª Reunião do Corredor Bioceânico, que segue até esta quinta-feira (22). O encontro foi realizado no Hotel De Ville e reuniu representantes do Brasil, Chile, Argentina e Paraguai.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), ao abrir a solenidade destacou os avanços no campo da geopolítica e da infraestrutura entre os quatro países e reafirmou seu otimismo na consolidação da nova rota de integração comercial a curto prazo. Entre os principais temas discutidos na reunião de hoje, estão logística e as fronteiras.


“Nós estamos discutindo mais que obras. Estamos discutindo questões de fronteira e como vai funcionar a logística. Essa tratativa é amadurecer cada vez mais a estrutura de logística do corredor. Sonhamos desde a década de 1960 com esse caminho, que está hoje muito mais estruturado, contudo temos que tomar decisões em conjunto para eliminarmos obstáculos aduaneiro e migratório e finalizarmos uma rota em potencial quanto à competitividade, crescimento e ampliação de mercados. Esse encontro faz parte de um planejamento entre os quatro países que se revezam para que a gente possa ter um amadurecimento conjunto da rota bioceânica”, disse o governador Reinaldo Azambuja.


Quem também esteve presente no encontro foi o ministro das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, que é coordenador Nacional do grupo de trabalho do Corredor Rodoviário Bioceânico, segundo o ministro a infraestrutura nos países vizinhos como Chile e Argentina estão encaminhadas, para ele o corredor deve estar em operação em três anos. Além disso, o custo das operações deve cair pela metade, o ministro explicou que o valor pago pelo transporte de uma tonelada de produto de Antofagasta, no Chile até o acesso de Uruguaiana (RS) custa atualmente US$ 1,029 e com o corredor Bioceânico poderá cair para US$ 520 dólares após a conclusão da rota que ligará Brasil ao Paraguai.


“Muito se avançou em termos de obra e mais um passo importante foi a decisão que o governo do Paraguai de iniciar a pavimentação da rodovia e o entendimento entre o Paraguai e o Brasil para construção da ponte de porto Murtinho e Carmelo Peralta. Essas duas grandes obras completam o corredor”, declarou o ministro.


A coordenadora nacional do Paraguai, Glória Irma Amarilla falou que esse corredor é de suma importância e o Paraguai já iniciou a primeira etapa de obras que Carmelo Peralta até a Plata. São mais de 270 quilômetros.
Já a coordenadora Nacional da Argentina, Monica Dinucci falou que a integração é a finalidade da rota. “Justifica tudo o que estamos fazendo. Hoje os caminhões ficam parados de 8 a 12 horas na fronteira por questão burocráticas, queremos simplificar todo esse processo”, disse.

O coordenador nacional do Chile, Roberto Ruiz, declarou que que toda a estrutura no país já está pronta com cinco portos. “Esse é o único corredor na América do Sul que une o Mercosul até o Pacífico”, finalizou.

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