O líder do caminhoneiros, Wallace Costa Landim, conhecido como Chorão, afirmou que o congelamento no preço do diesel pelo período de 15 dias não é o suficiente para evitar uma greve da categoria. A Petrobrás havia anunciado mudanças na periodicidade de reajuste nos preços do diesel vendido para as refinarias, os preços passão a ser reajustados, no mínimo, a cada 15 dias, anteriormente a petroleira reajustava o combustível em intervalos menores.

Além disso a Petrobras também informou que sua subsidiária Petrobras Distribuidora S.A. (BR) está desenvolvendo um cartão de pagamentos que viabilizará a compra por caminhoneiros de litros de diesel a preço fixo nos postos com a bandeira BR (Cartão Caminhoneiro).

Segundo o líder do caminhoneiros, as medidas não são suficientes para evitar uma possível greve, apesar de não apoiar o movimento pessoalmente, Landim garante que cerca de 20 grupos em todo país trabalham na articulação pela paralisação no Whatsapp. Eles fogem ao controle de lideranças sindicais com as quais o governo tem conversado. Os caminhoneiros de Minas Gerais são os que mais pressionam para a paralisação, já os do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte estão entre os que já sinalizaram que não aprovam paralisação convocada para o próximo sábado, dia 30.


Em três ocasiões, Chorão se encontrou com representantes do Governo Federal. A primeira aconteceu no dia 15, em que esteve com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao lado de técnicos da Economia, para apresentar as reivindicações do setor. No que diz respeito aos combustíveis, os caminhoneiros pedem que o preço do diesel fique congelado por pelo menos 30 dias e seja reduzido. “A Petrobrás teve lucro exorbitante, não podemos pagar diesel em dólar. A Petrobrás não responde 100% nossas reivindicações, mas demonstra que o governo busca mecanismos para nos atender”, disse. Eles também negociam mais rigor na cobrança de fretes e construção das paradas para descanso.


O Governo Federal, por meio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), monitora uma possível greve de caminhoneiros no país. Os primeiros dados são de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no ano passado, mas há temor de que os motoristas possam se fortalecer e cheguem ao potencial explosivo da última greve que “parou” o país.

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