O Bioparque Pantanal – Espaço de Experiência e Conhecimento, em Campo Grande, foi entregue nesta segunda-feira (28) e será aberto à visitação da população de forma gradual, iniciando pelos estudantes da rede pública de ensino. Estrutura emblemática do Governo do Estado, sua conclusão é um marco do programa Obra Inacabada Zero, implementado pelo governador Reinaldo Azambuja e seu atual conceito reforça a preservação do meio ambiente, o fomento ao turismo e a política de desenvolvimento sustentável adotada para Mato Grosso do Sul, visando atingir a meta de tornar-se um Estado Carbono Neutro até 2030.

O projeto foi lançado há 11 anos como Centro de Pesquisas e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB). Parado, foi entregue para Reinaldo Azambuja (PSDB), já como Aquário do Pantanal.

Com aproximadamente 19 mil m² de área construída, o Bioparque Pantanal conta com 33 tanques, sendo 23 internos e oito externos, além de um tanque de abastecimento e outro de descarte de efluentes, totalizando um volume de cinco milhões de litros de água, nas dependências do Parque das Nações Indígenas.

O chefe do Executivo estadual fez questão de ressaltar que apenas 40% dos tanques foram povoados, trabalho que será concluído em seis meses. “Temos 220 espécies de peixes, sendo 151 do Pantanal, 15 da Amazônia, 14 da África e outros da Oceania e América Central. São 73 tanques e 40% estão povoados. Vamos estar com 100% em seis meses, porque precisamos respeitar o processo de maturação e evitar que os peixes morram”, justificou.  

O maior dos reservatórios é o túnel principal, que levará 1,2 milhão de litros de água para receber animais de grande porte. Todo o circuito de reservatórios é preenchido através de cinco fontes de água: três poços internos, um poço da obra e um poço da concessionária de abastecimento de água de Campo Grande.


“Nós não temos como pensar no desenvolvimento de Mato Grosso do Sul sem pensar em sustentabilidade, sem pensar numa economia digital, sem pensar em inovação, sem pensar em pesquisa, mas principalmente sem manter a nossa biodiversidade. Essa é a lógica do Bioparque Pantanal, esse grande equipamento que está sendo inaugurado. É uma lógica de sustentabilidade, de inovação, de pesquisa, de atração de novos investimentos, de atração de turistas a Campo Grande e a Mato Grosso do Sul. O Bioparque Pantanal é um produto símbolo do desenvolvimento sustentável e que hoje nós entregamos à sociedade sul-mato-grossense”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semagro.


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