2° Tucano: Felipe Orro retira nome de emenda que descentraliza investigações no MPMS
Depois dos deputados estaduais Capitão Contar (PSL) e Marçal Filho (PSDB) desistirem de assinar a emenda que gerou polêmica por proibir o chefe do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) de delegar promotores para atuarem nas investigações contra autoridades protegidas por foro privilegiado, foi a vez do deputado estadual Felipe Orro (PSDB) recuar e retirar sua assinatura. Segundo apurado, o pedido foi protocolado no último dia 21 à Mesa Diretora.
Felipe Orro se mostrou contra a emenda e demonstrou que é favorável ao combate à corrupção praticada por políticos com foro especial. “Analisei e fiz uma reanálise da questão e, diante do entendimento que está se consolidando junto à população decidi retirar minha assinatura porque não é esse o objetivo , pelo menos não o meu”, justificou-se o deputado, sobre a manutenção do foro privilegiado.
Apesar do clamor popular para que o foro especial se acabe, aqui parece não surgir efeito, a proposta segue a todo vapor para ser aprovada na Casa de Leis, já que conta com o apoio de 21 dos 24 deputados estaduais, em sua grande maioria nomes que tem envolvimento com casos de corrupção, investigados ou que já foram presos. Alguns deputados que em campanha declararam o combate à corrupção e são famosos por seguir uma conduta exemplar, parecem ignorar a tramitação da emenda e se mostram favoráveis à impunidade no Estado.
Com a proposta feita pelos ocupantes da cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o procurador geral de Justiça não pode delegar competência para promotor e procurador investigar prefeitos, secretários de Estado, juízes, desembargadores, conselheiros do Tribunal de Contas, entre outros com foro privilegiado.
O chefe do MPE, Paulo Cezar dos Passos, alertou que a proposta pode resultar no arquivamento de mais de 100 inquéritos em andamento no Estado. A emenda proposta ameaça até a Operação Aprendiz, que mira os gastos milionários do Governo do Estado com as agências de publicidade e já constatou desvio de R$ 1,6 milhão no primeiro mandato de Reinaldo Azambuja (PSDB).















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