Valor da arroba do boi gordo da sinais de nova onde de valorização
Embora o mercado do boi gordo tenha registrado, nesta terça-feira, 25 de maio, estabilidade na maioria das praças brasileiras, as consultorias que acompanham diariamente o setor de pecuária apostam cada vez mais em uma nova onda de valorizações da arroba no curtíssimo prazo.
Ontem terça-feira, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria, o valor da
boiada gorda ficou estacionado em R$ 307/@ nas praças de São Paulo, enquanto a
vaca e a novilha gordas são negociadas em R$ 285/@ e R$ 299/@, respectivamente
(preços brutos e a prazo).
O ágio para o
boi-China gira em torno de R$ 8/@, na comparação com o animal negociado no
mercado interno.
A IHS Markit
detectou, nesta terça-feira, avanços nos preços da boiada gorda em Minas
Gerais, Tocantins e Rondônia (confira abaixo os valores atuais de machos e
fêmeas nas principais regiões de pecuária do Brasil).
As indústrias
brasileiras de carne bovina continuam operando com bastante cautela no mercado
do boi gordo, situação que acabou reduzindo um pouco as escalas de abate, hoje
ao redor de cinco dias, observa a IHS.
Os frigoríficos
continuam aguardando uma eventual recuperação de consumo no mercado doméstico
de carne bovina, que continua bastante fraco, devido sobretudo à forte crise na
economia do País, o que resultou em queda drástica no poder aquisitivo da
população.
Do lado da
oferta, as notícias recentes de queda nos preços do milho e os avanços
constantes nas cotações futuras do boi gordo na B3 reanimaram, em parte, o
setor de confinamento.
A diferença de
preço dos vencimentos futuros influencia diretamente essa situação de maior
confiabilidade em relação à atividade de engorda intensiva, observa a IHS Markit,
acrescentando que, enquanto os contratos de maio/21 estão cotados a R$
313,30/@, os vencimentos de junho/21 já se encontram em R$ 323,90/@.
“As margens
operacionais (do confinamento) previstas para o segundo semestre dão sinais de
recuperação significativa”, avalia a IHS
Diante dessa
expectativa, muitos pecuaristas evitam vender agora os seus lotes de animais,
enquanto os frigoríficos tentam aumentar as suas escalas de abate antes do
encerramento do mês, relata a consultoria.
No mercado
atacadista, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram estáveis nesta
terça-feira. Apesar das reduções recentes dos preços do dianteiro e ponta de
agulha, a demanda pela proteína continua fraca, ressalta a IHS.
Há diversos
relatos de sobras de mercadoria nos entrepostos, fornecendo indícios da falta
de sustentação aos preços dos cortes bovinos pelo menos nos próximos dias,
aposta a consultoria.
Porém, os
distribuidores e varejistas aguardam o início de junho, quando o recebimento da
massa salarial pode desencadear melhora no escoamento da matéria-prima
represada.
Cotações desta
terça-feira, 25 de maio, segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 310/@
(prazo)
vaca a R$ 292/@
(prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 297/@
(à vista)
vaca a R$ 285@
(à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 300/@
(prazo)
vaca a R$ 285/@
(prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 298/@
(prazo)
vaca a R$ 283/@
(prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 302/@
(prazo)
vaca a R$ 291/@
(prazo)
0 Comentários