Tesouro diz que estoque da dívida crescerá mais que meta para 2020 "por opção"
O Tesouro Nacional reconheceu nesta quarta-feira que o estoque da dívida pública ficará acima do patamar de até 4,9 trilhões de reais planejado para o ano, em meio a emissões vultosas levadas a cabo diante da pandemia de coronavírus, mas frisou que isso acontecerá por ter enxergado uma janela de oportunidade no mercado.
"O Tesouro tinha a opção de emitir menos ao longo desses meses, mas o mercado em novembro e dezembro se apresentou de uma forma tão positiva e a qualidade das nossas emissões foi tão superior que o Tesouro optou por emitir volumes maiores", disse o coordenador de Operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas.
Em coletiva de imprensa, ele defendeu que isso permitirá uma recomposição de caixa, dando mais conforto à gestão da dívida, já que o Tesouro fechará o ano com colchão acima daquele considerado prudencial.
"Temos recursos para fazer frente, com muita tranquilidade, às necessidades do primeiro quadrimestre, um período que concentra uma boa parte dos vencimentos de 2021", disse.
De janeiro a abril, haverá o vencimento de cerca de 600 bilhões de reais em títulos da dívida, sendo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha afirmado que 300 bilhões de reais para honrar os compromissos estavam "automaticamente provisionados" --em referência a 200 bilhões de reais de transferências de resultados do Banco Central para o Tesouro e "100 bilhões e pouco" vindos com a desalavancagem de bancos públicos.
Questionado se a postura de turbinar as emissões furando a meta do PAF não contrariava o discurso de que já havia tranquilidade para rolagem em 2021, Lobarinhas negou haver incoerência.
"Quaisquer outras fontes de recursos que ap















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