Produção de leite em propriedades com Assistência Técnica e Gerencial ultrapassou a média de 8 litros por dia por animal
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS), divulgou um balanço das ações em 2017 e informou que os produtores rurais que recebem assistência técnica do produziram 24 milhões de litros de leite em 2017. A média de produção das vacas em lactação em Mato Grosso do Sul é de 3,66 litros/dia, já as propriedades que participaram do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Mais Leite, produziu, em média, 8,23 litros/dia. No estado, 743 produtores rurais atendidos pelos técnicos da entidade.
Dados do Departamento de Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS apontam que a produção média diária, em 2017, foi de 88,49 litros por propriedade. “É mais eficiência produtiva, graças à orientação técnica”, disse a coordenadora do Programa de ATeG Mais Leite, Bruna Bastos. Ela ainda destacou a importância de se fazer um estudo completo da propriedade para buscar a melhor solução. “Isso é resultado dos ajustes nos manejos reprodutivo e nutricional, muitas vezes sem precisar de investimento financeiro. Assim o animal começa a expressar o potencial leiteiro”, explicou.
O Senar/MS aponta ainda que a Fazenda Seriema, em Camapuã, a 120 Km de distância da Capital, registrou, em janeiro de 2018, a maior média de produção diária de todos os assistidos do Programa Mais Leite, com um total de 1.800 litros/dia. Na propriedade estão 160 animais em lactação, com uma produção média de 11,25 litros/vacas/dia, e todo o leite produzido é destinado a um laticínio que abastece o mercado local.
De acordo com o técnico de campo que atende a propriedade, Denis Faustino Alves, os resultados foram alcançados devido a algumas alterações feitas na propriedade como a diminuição do número de vacas secas no rebanho. Para o produtor, Eduardo Melhado, outras ações ainda estão sendo implantadas com a intenção de aumentar a produtividade dos animais como a irrigação de 25 hectares de pastagem (Mombaça) e a silagem de sorgo todo ano para utilizar no período de estiagem.
“O que mais avançou nesses três anos de assistência foi o planejamento. Conseguimos equilibrar as contas para aumentar a quantidade, já que a parte de manejo estava bem encaminhada. Ficamos todo esse tempo concentrados em buscar alternativas e soluções para controlar os custos de produção da atividade leiteira, buscando diminuir o custo por litro de leite produzido”, disse Melhado.















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