Mercado físico registra recuo nas principais praças, enquanto conflitos no Oriente Médio elevam incertezas logísticas e colocam em risco até 40% das exportações brasileiras de carne bovina. O mercado físico do boi gordo encerrou a quarta-feira com viés de baixa nas principais praças pecuárias do país, refletindo um ambiente de negócios mais lento e cauteloso.

As incertezas no cenário internacional, sobretudo relacionadas aos conflitos no Oriente Médio, adicionaram pressão às negociações, ao mesmo tempo em que o mercado futuro apresentou comportamento distinto, com valorização em contrato de longo prazo. Em Mato Grosso do Sul, a arroba registrou recuo de 1,23% frente ao dia anterior, cotada em média a R$ 336,40. O estado foi o destaque negativo entre as regiões monitoradas.

Em São Paulo, segundo levantamento da Scot Consultoria, o mercado abriu em ritmo lento, com estabilidade nas cotações. A oferta de animais permaneceu enxuta, mas parte das indústrias se manteve fora das compras, enquanto outra parcela aguardava definição mais clara de preços, o que limitou o volume de negócios.

De forma geral, o mercado físico operou com baixa liquidez, refletindo o impacto das oscilações no mercado futuro e o ambiente de cautela por parte dos frigoríficos.

Preços do boi gordo

  • São Paulo: R$ 355,50 (ante R$ 356,75)
  • Goiás: R$ 335,71 (ante R$ 336,25)
  • Minas Gerais: R$ 345,29 (ante R$ 342,35)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 340,91 (ante R$ 341,36)
  • Mato Grosso: R$ 338,18 (ante R$ 339,12)


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