Março começa com arroba na casa dos R$ 300 em SP, no MS R$ 286
Na primeira semana de março, o mercado do boi gordo começou a receber os primeiros lotes de animais terminados a pasto, embora ainda num ritmo bastante lento. O atraso do período chuvoso no Brasil Central retardou a entrada da safra de boiada gorda, que só agora começa a surgir no mercado, porém ainda sem quantidade suficiente para mudar a direção da arroba, que se mantém firme nas principais praças pecuárias, como em São Paulo, onde é negociada por valores acima de R$ 300 – chegando a R$ 310, no caso de animais com qualificados para atender ao mercado da China (bovinos jovens, com até 30 meses de idade).
No entanto, favorecidos pela melhoria das pastagens, muitos pecuaristas optam por cadenciar as vendas, segurando a boiada já terminada nas fazendas. “A estratégia é barganhar melhores condições de preços de olho nos elevados custos de produção”, relata a IHS, citando o movimento de forte valorização no mercado de reposição, além do avanço nas cotações de alguns componentes da ração (milho e farelo de soja, principalmente).
Indústria
Os frigoríficos, por sua vez, também seguem bastante cautelosos em suas ordens de compras, devido à enorme dificuldade em repassar ao restante da cadeia (atacado/ varejo) o forte aumento nos custos gerado pelos preços recordes do boi gordo. Com uma economia em crise – agravada pelo descontrole da Covid-19 –, os consumidores preferem passar bem longe das prateleiras ocupadas com carne vermelha, optando em colocar em seus carrinhos de compras somente proteínas mais baratas, como o frango e a carne suína.
Tal comportamento impede qualquer tentativa de repasse de custos por parte das indústrias, que, sufocadas, decidiram reduzir a produção e, consequentemente, frear a busca por boiadas gordas.
Preços firmes no atacado
O mercado atacadista de cortes bovinos voltou a esboçar firmeza de preços. Segundo a IHS Markit, a produção da proteína bovina continua irregular em meio ao menor ritmo dos abates. Além disso, a retomada gradativa das exportações ajuda a equalizar os estoques domésticos de carne bovina, criando suporte aos preços.
Cotações da ultima semana segundo dados da IHS Markit:
SP-Noroeste:
boi a R$ 305/@ (prazo)
vaca a R$ 291/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)
MS-C. Grande:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 284/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca a R$ 280/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 289/@ (à vista)
vaca a R$ 277/@ (à vista)















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