Escalas curtas, demanda internacional forte e expectativa de consumo na Copa do Mundo sustentam o mercado pecuário neste início de mês; arroba do boi gordo pode testar novos patamares.

O mercado do boi gordo começou junho em um ambiente de maior equilíbrio entre oferta e demanda, consolidando a recuperação observada nos últimos dias de maio.

Após semanas marcadas pela pressão da saída dos animais terminados a pasto, os frigoríficos voltaram a enfrentar dificuldades na composição das escalas de abate, cenário que tem contribuído para manter a arroba em patamares elevados em diversas regiões produtoras.

Embora as movimentações ainda sejam pontuais, os indicadores mostram que a pressão baixista perdeu força. Ao mesmo tempo, o forte desempenho das exportações brasileiras de carne bovina e a expectativa de aquecimento do consumo interno ao longo do mês criam um ambiente favorável para novas valorizações.

Mercado encontra ponto de equilíbrio após saída da safra de pasto

O principal fator que pressionou as cotações ao longo de maio foi a maior disponibilidade de animais terminados a pasto. Com a comercialização dessa oferta avançando, o mercado voltou a registrar um estreitamento na disponibilidade de bovinos prontos para abate.

Segundo levantamento das consultorias que acompanham o setor, a oferta disponível já não é tão confortável quanto no auge da safra, especialmente nas regiões que tradicionalmente abastecem o mercado exportador. O resultado é um mercado mais equilibrado, com frigoríficos operando escalas consideradas relativamente curtas para o período, em média entre cinco e sete dias úteis.


Cotações do boi gordo pelo Brasil

Os preços seguem relativamente firmes nas principais praças pecuárias do país.

  • São Paulo: Boi comum: entre R$ 345 e R$ 347/@
  •                   Boi China: entre R$ 352 e R$ 355/@
  • Mato Grosso Média: R$ 354/@
  • Mato Grosso do Sul Média: R$ 352,70/@
  • Goiás Média: R$ 332,68/@
  • Minas Gerais Média: R$ 326,76/@

Os números demonstram que os estados mais ligados à exportação seguem apresentando maior sustentação nos preços, especialmente Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.


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