Tradicionalmente, o mercado do frango abatido sempre se dividiu em dois tempos ao longo do mês: primeira quinzena, período em que - em função da chegada da massa salarial – garante o melhor desempenho mensal; e segunda quinzena, quando a queda de demanda faz os preços refluírem naturalmente.

Há alguns meses, porém, o mercado vem registrando não duas, mas três fases distintas. Ou seja: o período de altas se estreitou e dura, quando muito, apenas um decêndio, o primeiro do mês; vem a seguir, uma fase de relativa estabilidade (segundo decêndio), mas com preços já inferiores ao do decêndio anterior; por fim, no terceiro decêndio, ocorrem baixas mais acentuadas e que, eventualmente, podem entrar em reversão nos últimos dias do mês.

Essa situação já foi vista diversas vezes e, tudo indica, deve repetir-se em março corrente. Ou seja: o pico de preços ocorreu por volta dos dias 9-10 e, após breve recuo, parece ter entrado em uma fase de estabilidade que pode durar toda esta semana. Em resumo, pois, parece difícil alcançar-se o pico de preços de fevereiro passado. E uma vez que o frango continua extremamente competitivo frente às outras carnes, parece estar claro que o problema se concentra na capacidade aquisitiva do consumidor

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