A colheita da safra 2020/21 de grãos dos EUA está a pleno vapor e, como tradicionalmente acontece, exerce certa pressão sobre as cotações da soja e do milho na Bolsa de Chicago. Embora a demanda seja consistente e frequente - no caso de ambas as culturas - a entrada efetiva de duas ofertas robustas pesa sobre o andamento dos preços. 

"As previsões do tempo e as atuais condições favorecendo o ritmo rápido da colheita e melhorando as condições da safra, além das perspectivas de grandes estoques finais fizeram com que os futuros do milho recuassem no pregão desta quarta-feira. E a pressão da colheita pesou também sobre o mercado disponível norte-americano", explica Jacquie Holland, analista de mercado do portal americano Farm Futures. 

O mesmo, de acordo com a analista, pode ser observado entre as cotações da soja. "Os preços do mercado físico americano da oleaginosa continuam perdendo força diante dessa pressão nos elevators e nas plantas processadoras em todo Meio-Oeste. Os prêmios também se mostram mais fracos", explica Jacquie. "Assim, as vendas também se mostram mais estáveis nestes últimos dias, principalmente diante das previsões climáticas se mostrando favoráveis para a colheita nas próximas duas semanas". 

De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportados na segunda-feira (21), são 6% da área de soja e 8% da área de milho já colhidas, e as expectativas são de que os trabalhos de campo ganhem mais tração e ritmo nestes próximos dias, especialmente neste final de semana, com o clima quente e seco previsto para quase todo o Corn Belt. 


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