A colheita de soja da safra 2020/21 do Brasil somou cerca de 2,5 milhões de toneladas ao final de janeiro, no ritmo mais lento desde a temporada 2010/11, após um atraso no plantio e chuvas recentes terem prejudicado os trabalhos, apontou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.

Até a última quinta-feira, a colheita havia atingido 1,9% da área cultivada no Brasil. Uma semana antes, 0,7% da área estava colhida, enquanto na mesma época do ano passado atingia 8,9%.

O atraso na colheita no maior produtor e exportador de soja do mundo tem estressado o mercado, uma vez que a programação de navios nos portos brasileiros para fevereiro indica demanda para exportação de mais de 8 milhões de toneladas de soja.

Além de dificultar a entrada das máquinas em algumas regiões, as chuvas recentes trazem preocupações em torno da qualidade, devido ao excesso de umidade.

“Essa perda, de fato, existe. Mas, por enquanto, ela é restrita a áreas pontuais, já que, com o atraso da safra, são poucas as lavouras já prontas para colher”, explicou, acrescentando que as chuvas de janeiro foram benéficas para o desenvolvimento.

Segundo a consultoria, “caso o padrão de tempo mais fechado se estenda, a colheita poderá sofrer atrasos ainda maiores em fevereiro, com aumento dos casos de perda de qualidade e, em situações mais extremas, redução de produtividade”.

Por ora, a AgRural estima a produção de soja do Brasil na safra 2020/21 em 131,7 milhões de toneladas, volume praticamente inalterado em relação à projeção de dezembro.

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