Brasil endurece reação às restrições da UE
Governo cobra solução rápida para barreiras impostas aos produtos brasileiros, critica falta de diálogo prévio e alerta para impactos no acordo entre Mercosul e União Europeia.
O governo brasileiro elevou o tom contra as novas restrições da União Europeia aos produtos nacionais de origem animal. Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE) manifestaram “profunda preocupação” com as medidas e afirmaram que o Brasil poderá recorrer a instrumentos de reciprocidade comercial caso não seja encontrada uma solução satisfatória.
As restrições começaram a ser implementadas nesta quinta-feira (3) e estão relacionadas às exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. A reação oficial brasileira é a fonte primária da informação que motivou a repercussão do caso.
Governo critica falta de diálogo
Segundo Mapa e Itamaraty, desde a decisão europeia, adotada em maio, o Brasil mantém negociações políticas e técnicas com autoridades do bloco.
Na nota, o governo manifesta “indignação com a ausência de diálogo prévio à adoção de medida” e sustenta que já implementou providências para atender aos requisitos aplicáveis, além de fornecer documentação sobre produtos destinados à exportação.
O país também concordou com uma auditoria europeia nas cadeias de carne de aves e mel, iniciada em 24 de agosto e com conclusão prevista para esta sexta-feira (4).














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