Representantes da agricultura familiar de todo o País reivindicam um Plano Safra específico para o setor, que atenda a demandas como o aumento no volume de recursos e a diminuição das taxas de juros. Em reunião virtual da Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar, eles avaliaram as perspectivas para o para o período 2021/2022.

A principal preocupação é com os recursos para capital de giro, custeio, comercialização e assistência técnica, entre outros itens. Foram citadas as linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é que o plano safra também leve em conta as particularidades regionais. Além disso, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, lembrou que alguns custos estão aumentando.

“Um dos principais componentes do custo de produção do agricultor, além de insumos, como óleo diesel e energia elétrica", destacou. Ele reconheceu o esforço do governo federal ao retirar impostos do óleo diesel por dois meses, mas cobrou uma ação coordenada. "Aqui tem que entrar os governos estaduais e os governos municipais”, completou.

Sem aumento

Coordenador-geral de crédito à agricultura familiar do Ministério da Agricultura, Wilson Araújo ressaltou que o setor continua sendo prioridade para o governo federal e explicou que a pandemia do coronavírus afetou a oferta de recursos.

Subsecretário de Política Agrícola do Ministério da Economia, Rogerio Boueri avisou que dificilmente haverá aumento no volume de dinheiro para o próximo Plano Safra.

Os agricultores familiares afirmaram que, mesmo diante da pandemia, continuaram produzindo. Nesse período, a comercialização ficou prejudicada, porque escolas e outros compradores interromperam as atividades.

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