Depois de receberam denúncias, versando sobre uma residência onde funcionaria uma rinha de galos no bairro Nova Lima, Policiais Militares Ambientais de Campo Grande e da Delegacia de Crimes Ambientais (DECAT) foram ao local ontem no início da tarde. Na residência, os Policiais verificaram que o local não funcionava como espaço para apostas, comuns em locais de rinhas de galo, porém, havia criação dos animais e treinamento para uso nessas atividades em outros locais, inclusive havia arenas para o treinamento.

No momento da chegada dos Policiais, um pedreiro de 55 anos identificou-se como proprietário do local e afirmou que só criava os galos para venda, não funcionando rinha.

As equipes verificaram no local que os animais eram mantidos em gaiolas de madeira e algumas de ferro extremamente apertadas, com restrição de movimentos, privação de luz solar e circulação aérea inadequada, o que, por si só, caracteriza-se maus-tratos. 22 animais galos domésticos da espécie galo-índio (Gallus gallus domesticusapresentavam diversos ferimentos na crista e peito, bem como todas as aves apresentavam-se mutiladas, com as esporas cortadas e foram apreendidas. Todas as gaiolas também foram apreendidas.

O infrator, residente no local, foi conduzido à delegacia de Polícia Civil de Crimes Ambientais (DECAT) na Capital e responderá por crime ambiental de maus-tratos a animais, com pena prevista de três meses a um ano de detenção. A PMA confeccionou auto de infração administrativo e aplicou multa de R$ 11.000,00 contra o infrator.

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