Do total de 42 defensivos agrícolas que estarão disponíveis para uso pelos agricultores, segundo o Ato n° 65 da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, publicado recentemente no Diário Oficial da União, 13 são defensivos de controle biológico, e seis deles estão autorizados para uso na agricultura orgânica.

Com a liberação de mais defensivos, sobe para 76 o número de produtos de baixo impacto.

Segundo analistas, esse aumento representa, até o momento, um recorde para defensivos com esse perfil.

"Faltando um mês até o fim do ano, 2020 já se desenha como o ano verde em termos de registro de biopesticidas sustentáveis.

Esse é um recorde que contribui imensamente para a sustentabilidade da agricultura brasileira", destacou o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do ministério, Bruno Breitenbach.

Todos os produtos foram analisados e aprovados pelo Mapa, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.

Segundo a diretora da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner, 2020 foi um ano bom para os insumos de controle biológico.

"Foi o ano no qual o Ministério da Agricultura lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, um reconhecimento em relação à crescente demanda no setor, não somente pela produção orgânica, mas também pela produção agrícola mais sustentável, com menos impacto ambiental.

É um programa que incentiva a utilização de recursos biológicos no agro brasileiro", disse.

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