O governo vai trabalhar para manter o abastecimento e baixar o preço do arroz no país, disse a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina,  ao ser questionada pela youtuber mirim Esther Castilho, 10 anos, durante reunião do conselho de governo, no Palácio do Planalto.

“O arroz não vai faltar. Agora ele [o preço do arroz] está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, vamos ter uma supersafra no ano que vem”, disse Tereza Cristina, ao responder à menina.

A situação do setor vem sendo monitorada pelo Mapa e não há previsão de falta de arroz. A forte demanda internacional pelo produto, provocada pela pandemia do coronavírus, teve impacto acentuado sobre as cotações de arroz no Brasil e no mercado global.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa, a produção de arroz estimada para a próxima safra (2020/21) é de 12 milhões toneladas, um incremento de 7,2% em relação à safra anterior.

Para a safra 2020/21, que começa a ser comercializada em março de 2021, é esperado um recuo dos preços.


A Conab informa que o país tem hoje estoque para suprir o consumo interno. A companhia aponta que a alta de preços do arroz no varejo brasileiro é resultado da intensa valorização do grão no mercado.

Ainda de acordo a Companhia, historicamente, o segundo semestre, por se tratar de período de entressafra, tem cotações mais elevadas para o arroz. Entretanto, como a cotação interna já ultrapassa a paridade de importação dos principais mercados produtores do grão, é pouco provável que haja sustentação do atual patamar de preços no médio prazo.

Análise da Camex

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) deverá se manifestar, ainda este mês, sobre o pedido do setor para manutenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação do arroz de fora do Mercosul.

Na avaliação da Conab, além do aumento da demanda na pandemia, a valorização do produto pode ser explicada pelos seguintes fatores: 1. os elevados patamares de preço internacional anteriores à crise do Covid-19; 2. a desvalorização do Real perante o Dólar; 3. a expressiva exportação de janeiro até julho deste ano; 4. a menor disponibilidade de importação de arroz dos parceiros do Mercosul; e 5. a redução de área plantada no Brasil com esta cultura nas últimas duas safras, resultado das baixas rentabilidades identificadas nos últimos anos.

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