CPI do Ônibus: Vereador Papy reacende problema critico na capital que é o transporte público
O Vereador Papy (Solidariedade) registrou sua indignação com um velho problema, que intensifica com a pandemia do coronavírus: o serviço ruim do transporte coletivo. Ele, inclusive, concordou com o colega vereador Marcos Tabosa (PDT) que cogitou em criar uma CPI para resolver o problema na sessão desta terça-feira (15), da Câmara de Campo Grande.
"Não tenho como deixar de concordar com o vereador Tabosa, quando vai ao extremo de propor uma CPI, porque parece que só isso vai dar solução, que só assim o Consórcio respeite a cidade, respeite as pessoas e pare de dar desculpas", ressaltou Papy.
Segundo o Consórcio, na segunda-feira, primeiro dia útil de lockdown depois que 43 municípios foram classificados com bandeira cinza no Prosseguir, incluindo a capital, houve um movimento de passageiros acima do esperado. Os 120 veículos que haviam sido retirados foram colocados volta às atividades. Mesmo assim, o que se pode ver em pontos de ônibus e dentro dos veículos foram pessoas aglomeradas, desrespeitando totalmente as regras de biossegurança contra covid-19.
"Todos os vereadores têm recebido diariamente dezenas de vídeos de reclamação de pessoas utilizando o transporte público de Campo Grande que é horroroso, é ineficaz, é caro e é indisciplinado. Porque foi chamado a atenção aqui, falamos por anos na última legislatura, toda semana um vereador ou uma vereadora apresenta uma reclamação contra o transporte público de Campo Grande, contra o Consórcio Guaicurus e nada é feito", afirmou o vereador do Solidariedade.
Diante dessa inércia do município em resolver o problema, Papy afirma que o trabalho dele e dos colegas vereadores é prejudicado na sua essência. "Isso traz descrédito ao trabalho do vereador, porque a gente faz o trabalho de fiscalização, apresenta as indignações das pessoas, pede para que isso seja resolvido e nada acontece", explica.
A tarifa do transporte público de Campo Grande é o sétimo mais caro entre as capitais do país junto com Salvador/BA. Porto Alegre/ RS ocupa o topo do ranking com a passagem a R$ 4,70 e Maceió/AL tem o valor mais baixo R$ 3,35. A capital sul-mato-grossense superou Distrito Federal (R$ 3,80) e Rio de Janeiro (R$ 4,05). Assessoria















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