Com escassez de oferta e a disputa pelo frigoríficos arroba continua subindo
O valor do boi gordo voltou a subir fortemente em algumas principais regiões pecuárias, refletindo a enorme escassez de oferta e a disputa acirrada das indústrias frigoríficas pela matéria-prima. Na praça paulista, segundo dados apurados pela Scot Consultoria, considerando a boiada jovem (até 30 meses de idade), cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra chegam a R$ 273/@, valor bruto, à vista.
O avanço na praça paulista, relata a Scot, deve-se às programações de abate extremamente curtas, que atendem em média 3,6 dias, associada à proximidade da virada de mês (pagamento de salários, quando há uma melhoria na demanda interna pela carne bovina).
Na avaliação da IHS Markit, a subida na cotação do boi está ligada à necessidade urgente das indústrias em garantir os compromissos com importadores. “Nos últimos dias, as escalas de abate foram encurtadas em muitas regiões do País, com relatos de plantas frigorificas que optaram por dar férias coletivas devido ao elevado grau de dificuldade na originação de boiada gorda”, informa a consultoria. Mesmo os frigoríficos que ainda se mantém atuantes no mercado, há relatos de indústrias intercalando os abates diários ou realocando a programação, acrescenta a IHS Markit.
Paralelamente, a acentuada queda na produção nacional de carne bovina associado ao forte fluxo das vendas ao exterior mantêm os estoques domésticos muito ajustado, o que colaborou para as altas nos preços dos principais cortes bovinos nas últimas semanas. Embora não haja risco de desabastecimento da proteína bovina, o descompasso entre oferta e demanda em 2020 vem fazendo com que os valores da carne no atacado continuem em franca elevação, observa a IHS Markit.















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